Silêncio, por favor

Evolução natural do Esquilo, B4 inova com baixo ruído externo e novos itens de segurança
Texto Marcel R. Goto | fotos Divulgação

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O B4 é uma evolução natural na família de helicópteros Esquilo. Eles começaram a ser desenvolvidos em 1973, com um conceito revolucionário para a época: o uso de materiais modernos, os “compósitos” com fibra de vidro, resinas, fibra de carbono, ligas nobres usando titânio, magnésio, etc.
O Esquilo B fez seu primeiro voo protótipo em 1975 e recebeu certificação para voos comerciais em 1978. Tivemos o B2 em 1990, o BA em 1992, e o B3 em 1998.

Estes quatro tipos seguem o mesmo padrão visual. São muito parecidos externamente, e poucos detalhes os diferenciam. A evolução se deu pelo aumento de potência e da capacidade de carga, voo em altitude e temperaturas altas.
O sucesso dessa família toda resultou no B4, que é totalmente diferente dos seus irmãos Esquilos. A certificação do B4 aconteceu em 2000. Para a concepção deste novo produto, o fabricante Eurocopter convidou alguns clientes especiais para ajudá-lo. A ideia era economizar no desenvolvimento e criar um veículo com 1 ou 2 assentos a mais e as últimas tecnologias.

Duas empresas principais neste desenvolvimento foram a Blue Hawaiian e a Maverick, ambas fazendo voos panorâmicos no Hawai e em Las Vegas, com milhares de horas de experiência e trato com clientes e usuários.
Surge, então, o B4, que utilizou a parte estrutural da família Esquilo, com rotor de cauda carenado Fenestron do helicóptero bi turbina EC135, e a frente emprestada do pequeno monoturbina EC120B Colibri.

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O B4 é monoturbina potente, com 847 cavalos-vapor na decolagem, transportando até 7 passageiros e usando até 532 litros de querosene (cerca de 3 horas de voo, a 225 km/h). Além do estilo moderno e imponente, e apesar de ter nascido como uma aeronave para trabalho em vôos panorâmicos, ele traz muitos avanços tecnológicos. Destacam-se o espaço interno e o silêncio externo. O menor ruído externo é resultado de variações na rotação do rotor principal. Em todos os outros helicópteros, o rotor principal trabalha numa estreita faixa de rotações. No B4, existem faixas para cada situação, procurando o menor ruído externo para não incomodar as pessoas e nem o meio ambiente.

Além de extremamente confiável, sua parte eletrônica monitora parâmetros continuamente, inclusive fazendo testes de potência de forma automática e mantendo os dados registrados. Tudo é feito com redundância, garantindo que equipamentos que falhem sejam automaticamente substituídos por outros na reserva.

Seu grande interior permite boa visibilidade para todos os ocupantes. Muitos itens de segurança foram incorporados, como os assentos com absorção de energia. Comparado com aeronaves atuais, os ocupantes do B4 estão mais protegidos com estes assentos, que absorvem impactos de até 20 vezes o peso dos passageiros.

O baixo ruído externo fez do B4 a única aeronave a trafegar em muitos lugares, como o Parque Nacional do Iguaçu. E como não poderia deixar de ser, seu uso se estendeu além dos limites dos voos panorâmicos, sendo utilizado hoje como aeronave executiva, para transporte aéreo médico, policial e combate a incêndios.

www.powerhelicopteros.com.br

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A cabine para até sete passageiros: mais espaço e conforto interno

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