São Paulo e Rio disputam três estrelas

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“Estamos felizes em partir rumo à descoberta da paisagem gastronômica dessas duas metrópoles, que já são referências na gastronomia mundial, e oferecer ao nosso público uma seleção de seus melhores restaurantes e hotéis. Vamos cobrir todos os orçamentos, gostos e preferências e, com isso, nossos leitores vão poder descobrir uma gastronomia brasileira sutil e versátil, semelhante à imagem da sociedade brasileira, diversificada e multicultural.”

Essa nota à imprensa divulgada em maio de 2014 pelo diretor internacional do Guia Michelin, Michael Ellis, confirmou os boatos insistentes de que a bíblia dos gourmets lançaria a sua primeira edição da América Latina. Serão duas edições, na verdade, ambas dedicadas ao Brasil, uma com restaurantes do Rio e outra, de São Paulo, previstas para circular no início de 2015. Os chefs brasileiros estão quebrando a cabeça para descobrir quem serão os juízes e se já estão em campo. O segredo é a alma do negócio. O guia tem credibilidade justamente por ninguém saber quem e quando vai comer o que e aonde. Nenhum dos julgadores é identificado. A lista dos restaurantes visitados fica guardada num cofre.

Além daqueles já consagrados, outros, menos conhecidos, poderão ser visitados. Dado o rigor do Michelin, que não costuma distribuir sua distinção máxima a torto e a direito, é grande a expectativa para saber se algum restaurante carioca ou paulista será agraciado com três estrelas. Lançado na França em 1900, o guia avalia mais de 45 mil restaurantes em 23 cidades de três continentes.

 

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