Nasce uma estrela

Be Good

Musicais podem dar bons cantores, mas isso não é regra. Na maioria das vezes, os atores até cantam bem, mas a vocação teatral costuma falar mais alto. Gregory Porter é uma grata surpresa forjada nos palcos, mas que desde o início da carreira já era cobiçado pela música. Formado ator, fez vários musicais off-Broadway e Broadway. Mas em 1998, foi apresentado ao jazzista Hubert Laws, que ao ouvi-lo cantar Smile, o convidou para gravar uma faixa para seu tributo à Nat King Cole. O tempo passou, Porter continuou nos palcos até dar vazão ao lado cantor em 2010, com o já bom Water. Este ano, saiu o segundo e esperado álbum Be Good, muito aclamado pela crítica americana. Negros costumam ter vozeirão, e Porter tem, só que a usa com parcimônia, fazendo contraponto com os arranjos jazzísticos de seu repertório, onde se destacam Painted on Canvas, On My Day to Harlem e Work Song. Além de ótimo cantor, Porter tem excelente presença de palco. É torcer para que venha logo ao Brasil.
Be Good | Gregory Porter | Motéma

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