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É o kinema

Quando começamos a pensar nesta edição comemorativa dos sete anos de S.A.X. e escolhemos o cinema como seu leitmotiv não nos demos conta de que ele é considerado a sétima arte desde a publicação, em 1911, do Manifesto das Sete Artes do teórico italiano Ricciotto Canudo. E que produziu vários filmes que têm esse número cabalístico no título: ‘Sete Noivas para Sete Irmãos’; ‘A Montanha dos Sete Abutres’; ‘Sete Dias de Maio’; ‘O Sétimo Selo’; ‘O Leão tem Sete Cabeças’.
O cinema influenciou de maneira indelével o comportamento do século XX, em vários aspectos. Lançou moda. No cinema o mundo aprendeu a se vestir. Aprendeu que o amor era feito de “um uísque antes e um cigarro depois.” No cinema o mundo aprendeu a beijar. Aprendeu o que dizer. Aprendeu que havia um mundo lá fora. Nos filmes o mundo conheceu o horror das guerras.
A grande tela era um espelho e um farol. Da mesma forma que serviu para entreter foi usada para doutrinar. Uma poderosa arma para convencer as pessoas a fazer e pensar o que jamais pensariam nem fariam.
Escolhemos como personagem principal um cineasta que, embora não tenha nascido no Brasil realizou alguns dos filmes mais brasileiros e que brilharam intensamente nas telas internacionais – Hector Babenco. Numa noite inspirada, em sua belíssima casa em São Paulo, ele nos contou a incrível transformação de sua vida: de “um gordinho judeu num país nazista” em diretor de filme reverenciado e premiado com Oscar.
Kinema, em grego, é movimento.

Camilla Schahin

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